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VINHO, ÁGUA E VERSOS
Ah!, Que água !
Bebendo-a sinto,
partículas das quedas,
das fontes a jorrar,
nos flancos das pedras.
Um vigor da Natureza,
se infiltra em meu corpo,
e imensa saúde pura
bate em mim, tudo que cura.
Água!. Vem da profundidade,
como um rico sangue.
Não é preciso falsificá-la.
E' como a verdade,fria,
que alimenta a filosofia.
Mas, o vinho do Porto.
Que vinho!
tem cor e transparência..
Das adegas esquecidas.
Confesso...a excelência,
que parece bom versejar.
E tenho pena que Cesário Verde,
para tomá-lo, tenha de ressuscitar.
Um gole de água pura.
Um cálice do vinho do Porto.
Tomá-lo em cálice santo.
O fado de dor esquecia,
esquecer o desencanto;
sentir a ilusão que sacia.
( Don Antonio Maragno Lacerda )
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