Vicente de Carvalho

Belos amores perdidos,
Muito fiz eu com perder-vos;
Deixar-vos, sim: esquecervos
Fora demais, não o fiz.

Tudo se arranca do seio,
— Amor, desejo, esperança...
Só não se arranca a lembrança
De quando se foi feliz.

Roseira cheia de rosas,
Roseira cheia de espinhos,
Que eu deixei pelos caminhos,
Aberta em flor, e parti:

Por me não perder, perdi-te:
Mas mal posso assegurar-me,
— Com te perder e ganhar-me,
Se ganhei, ou se perdi...

 


Vicente Augusto de Carvalho nasceu em Santos,SP em 1866, onde morreu em 1924.Obras principais: Relicário 1888;Rosa Rosa de Amor,
1902;Poemas e Canções 1908;Verso e Prosa 1909;
Verso da Mocidade 1912.


Mid: Melodia Sentimental
(Villas Lobo)
Tubs: Patry

 

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