Rosas no céu, rosas nas cercas, rosas
nos teus ombros e rosas no seu rosto,
rosas em tudo, e há chagas veludosas
de rosas cor de rosa no sol-posto...
Florescem rosas de ais, maravilhosas
nas róseas fontes, rosas no recosto
dos róseos montes se debruçam! Rosas
em Abril, em Maio, em Junho, em Julho e em Agosto!
Se há noivados, há rosas nas redomas
dos altares e há rosas invisíveis
difundindo, no azul, róseos aromas!
Se morre um anjo, às brancas nebulosas,
leva, entre as mãos de rosas marcessíveis,
rosas, fechado num caixão de rosas...
MARANHÃO SOBRINHO
(1879 - 1916)
Poeta, jornalista, funcionário público e boêmio. Viveu 36
anos. Nasceu em Barra do Corda em 30 de dezembro de 1879
com o nome de José Américo Augusto Olímpio Cavalcanti dos
Albuquerques Maranhão Sobrinho.
Morreu em Manaus em 1916, no dia 25 de dezembro. Publicou
"Papéis Velhos", em 1908, "Estatuetas" em 1909 e "Vitórias
Régias", em 1911.
A Academia Barra-Cordense de Letras toma emprestado o nome
Maranhão Sobrinho e faz uma reverência especial ao maior
poeta nascido em Barra do Corda.
Literariamente batizado na escola simbolista, Maranhão
Sobrinho é conhecido pelos críticos e estudiosos de
literatura como um dos três melhores poetas simbolistas
brasileiros, ao lado de Cruz e Souza e Alphonsus de
Guimarães.
Ainda, segundo os críticos literários, é notória a
influência dos poetas franceses Mallarmé, Verlaine e
Baudelaire. Na poesia de Maranhão Sobrinho a idéia é
simbólica, o sentimento é romântico e a forma é
parnasiana, afirma o literato Reis Carvalho.
Maranhão Sobrinho morou em São Luís, Belém e Manaus.
Nessas cidades seus sonetos tiveram grande popularidade.
O poeta também é membro fundador da Academia Maranhense de
Letras e da Academia Amazonense de Letras.
Em Barra do Corda, o seu nome é lembrado oficialmente em
uma única praça e pela Academia Barra-Cordense de Letras
Mid:Das Rosas
(Dorival Caymmi)
Tubs: KaraT/DaisyWeb Rules

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