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Amanheceu,
Olhei para o céu colorido,
Setembro ainda não havia chegado,
Pensei...
O
paraíso está além da nossa imaginação,
Impurezas na alma mancham o coração,
Ouvi diferentes cantos dos pequenos pássaros,
Uma idéia do som sublime,
Sorri dos grilos distantes,
A
chuva fina estava pra chegar,
As
folhas e os lagos se alegravam com as gotas da chuva,
O
tempo avançou...
As
abelhas puderam beijar as flores de setembro,
O
doce invadiu o nosso lar,
Saudade do cajueiro que arrancou parte da minha pele,
Eram apenas brincadeiras no terraço...
Veio minha primeira paixão,
Pude ver lágrimas da menina por causa da catapora,
Era vaidade na infância feminina,
Bastava olhar para sentir emoção,
Evento que um dia poderá ter semelhante,
Saudade dos passeios no campo,
A
noite era dos pirilampos,
Das estrelas e do luar,
Mas setembro passou...
Se
eu tivesse entregado a pequena flor,
Eu
não teria sido esquecido,
Haveria reciprocidade nas lembranças,
E
um amor impossível de acabar,
Ainda bem que éramos crianças,
Namoro sem permissão,
Apenas olhos fechados para sonhar,
Ficou a melodia...
Agora quando vejo as flores de setembro,
Sinto falta de uma paixão,
Procuro a verdadeira beleza nas coisas simples,
Sinto falta do amor que não aconteceu,
Um
amor sem negociação,
Saído da natureza pura,
E
das flores que deixaram a minha inspiração.
Luiz Gualter
(08/07/2008)
Mid: Morir de Amor
Orquestra : Frank Pourcel
Tubs: Patrie/Gien
Imagem: Corbis

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