Inícios da década de 1940, o mundo vivia o horror da segunda guerra mundial. Crises de alimento, de vestuário, de medicamentos, de empregos etc.. No Brasil, a previdência social ainda era uma esperança e as Leis de proteção ao trabalho estavam em seu início graças à pressão de um órgão internacional chamado OIT. Mas, lembranças, como em tudo, existem boas e ruins.  Quero falar das boas. De uma das músicas lindas que marcaram o final de minha infância. Sua lembrança passa como um filme em minha mente. Era música, não sei sua origem, com versão de Haroldo Barbosa e gravada em disco Odeon.

Cidade de interior. Fase de lua cheia. Casa humilde de reboco por terminar. Uma telha quebrada permitia a entrada de um pouco da lua cheia no quarto onde começava mais uma noite de sono.  Uma voz feminina, linda e suave, cantava uma melodia. Uma canção que dizia...

 

Maria Helena és tu, a minha inspiração,

Maria Helena vem ouvir meu coração.

Na minha melodia ecoa a tua voz.

E a mesma lua cheia há de brilhar por nós.

 

Neste momento de sonolência, ao ouvir a canção e sentir a presença da lua em meu pequeno quarto de dormir, acreditava que aquela quase seresta, aquela voz feminina linda cantava só para mim. Sentia-me o próprio autor da canção e ela, Maria Helena, minha musa e intérprete. Como é bom sonhar. Como é bom lembrar dos sonhos bons. E assim ficou guardada na memória, a letra de toda a melodia, e da segunda estrofe que terminava assim:

 

Maria Helena lembra do tempo que passou

Maria Helena vem, o meu amor não se acabou,

Das flores que guardei uma restou

Maria Helena és a verbena que ficou.

 

B.Cabral

 



 

 


Mid: Maria Helena
(Lorenzo Barcelata)
Tub : lista de troca
Imagens: Stock
 

 

 

 

Clique na imagem para envio

 

Principal| |Crônicas| |Livro  de  Visitas|